Simone de Beauvoir escreveu: “Ninguém nasce mulher, tornase”. De fato, várias correntes da psicologia sustentam que o psiquismo feminino é modelado por experiências subjetivas e atravessamentos culturais. Vivências corporais femininas como menstruação, gravidez, aborto e, em algumas culturas, mutilações genitais inspiraram boa parte das 130 obras da mostra Paula Rego, na Pinacoteca do Estado, em São Paulo. A seleção reúne produções de mais de 50 anos de carreira da artista portuguesa.
As telas estão divididas por períodos e ocupam sete salas da Pinacoteca. Na ala com as produções realizadas entre 1986 e 1995, há obras de impacto, como A família(1988), de grande ambiguidade sexual – uma menina insinua-se para um homem que aparenta ser seu pai, sob o testemunho de outra figura infantil.
Paula Rego. Pinacoteca do Estado. Praça da Luz, 2, Luz, São Paulo. Informações: (11) 3324-1000. Terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 6,00 (grátis aos sábados). Até 5 de junho.
Fonte: Mente e Cérebro



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