Por que um aspecto de cunho íntimo é tema de questões políticas e motivo de discriminação? A peça Amor que (não) ousa dizer seu nome, em cartaz em São Paulo, leva o espectador a refletir o interesse da sociedade em torno da orientação sexual dos indivíduos.
Dois pesquisadores se empenham em buscar as raízes sociais e históricas da homofobia. Entre vários registros de preconceito, eles selecionam dois, separados por mais de um século: a prisão do garoto de programa Fortunato Botton Neto, conhecido como o "maníaco do Trianon", supeito do assassinato de 13 homens que conheceu nos arredores do parque paulistano, na São Paulo dos anos 1980, e o julgamento do escritor irlandês Oscar Wilde, acusado de "cometer atos imorais com outros rapazes" no século 19.
O espetáculo reconstitui a história do rapaz que asfixiava suas vítimas depois de roubá-las e torturá-las. Junto à encenação, são exibidos vídeos da cobertura jornalística de época e depoimentos de pessoas envolvidas no caso. As imagens mostram a carga de sensacionalismo e de preconceito em torno do episódio, incluindo especulações e sugestões sobre a vida pessoal das pessoas assassinadas. As cenas alternam-se com leituras de cartas que Oscar Wilde escreveu enquanto esteve preso. Os textos contêm reflexões a respeito do "amor que ousa dizer seu nome" ( como o escritor definiu, diante do juiz, o afeto entre pessoas do mesmo sexo ) e as amarras sociais.
:: Amor que (não) ousa dizer seu nome.
Espaço Cultural Trilhas da Arte
Rua Frei Caneca, 384 - Bela Vista - São Paulo
Informações: (11) 2371-5744
Sábados às 21h, domingos às 20h. R$ 20,00. Até 28 de maio.

3 comentários:
Oi Dudda!
Adoro seu blog!
Boa semana!
Suas maneiras desancadas, aliviadas, terço corroido de sabre, sobre minhas coxas, desgosto, gosto, aproximação, amor desvinculado, agraciado instrumento de conquista debatem, convivencia para consagrar o amor.
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